SNTCT Seccao de Faro
O SNTCT ESTÁ COMO SEMPRE ESTEVE NOS LOCAIS DE TRABALHO...O AE 2010 FOI ASSINADO E É DIFERENTE DO AE 2008
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Zulmiro Almeida (Aposentado) - 2010-03-01
Olá Conceição!
Dizes tanto com tão poucas letras!É isso mesmo!!!
Cordiais saudações.

Zulmiro

Conceição TPG - 2010-02-28
A anterior participação da péssima realidade, é sem margem de duvida preocupante e quando venho a este fórum e vejo participações de pessoas com converssa de criança, fico deveras preocupado, porque sei que hoje é na distribuição mas amanha sera no atendimento.
Quando alguém menos esclarecido, fala de uma forma negativa sobre formas de luta transformadas em greve, fico com muita pena de toda esta gente que não sabe destinguir o bem do mal.
Só poderemos ter consciencia da gravidade, quando a nossa casa estiver a arder e para isso já não falta.
Claro que se a greve fosse a saida e se a mesma tivesse a mesma adesão que tinha quando havia homens nos CTT, tenho a certeza que os trabalhadores ganhavam bastante.
Ponham os olhos nos professores, nos médicos,nos enfermeiros, nos pilotos, nos tribunais e em muitos mais.

A péssima realidade - 2010-02-28
DISTRIBUIÇÃO DO CORREIO, SERVIÇO POSTAL UNIVERSAL, CTT-CORREIOS DE PORTUGAL, POSTOS DE TRABALHO EFECTIVOS, AGENCIAMENTOS E SUBCONTRATAÇÕES

SERVIÇO POSTAL UNIVERSAL – Serviço de correios que os CTT estão obrigados a prestar ao abrigo do contrato de concessão do Governo e ao abrigo da Lei de Bases do Serviço Postal.
CTT-CORREIOS DE PORTUGAL – É uma empresa com cerca de 13.000 trabalhadores efectivos, com cerca de 1000 estações de correio e mais de 400 centros de distribuição. Têm um historial de serviços prestados ao país e à população, são uma empresa implantada em todo o território nacional (continente e ilhas). Ao longo dos últimos 7 anos têm apresentado sempre resultados positivos, tendo até nos dois últimos anos sido atribuídos dividendos ao accionista (Estado).
POSTOS DE TRABALHO EFECTIVOS – Só na distribuição postal dos CTT existem perto de 7.000 Carteiros efectivos, profissionais qualificados, com formação, conhecimento e experiência.
DISTRIBUIÇÃO DO CORREIO – É um serviço prestado pelos CTT e seus profissionais. É de primordial importância para o país e especialmente nas zonas do interior do país (norte, centro e sul). É aí que a população tem menos meios de acesso a informação e serviços públicos deixaram de ter postos de atendimento.
AGENCIAMENTOS, E SUBCONTRATAÇÃO – Os CTT estão a utilizar mão-de-obra precária, mal paga, sem conhecimentos e formação. Estes trabalhadores são recrutados por empresas de trabalho temporário, uma delas, criada por uma empresa do chamado grupo CTT (MAILTEC). Uma boa parte do correio distribuído por estes trabalhadores é correio empresarial. É de salientar que cerca de 40% do tráfego anual dos CTT é correio empresarial.

O que se está a passar um pouco por todo o país é prejudicial para as populações e empresas e apenas tem em vista uma lógica economicista, que é contrária ao serviço social prestado pelos CTT.
Com efeito, a distribuição de uma boa parte das correspondências é feita por tarefeiros e/ou trabalhadores subcontratados, a quem os CTT entregam o serviço e um colete. Muitos desses trabalhadores - com salários baixos, sem formação, experiência, sem direitos e com salários extremamente baixos – efectuam o serviço mal feito, nalguns casos por desconhecimento, noutros por desleixo. Mas aos olhos da população, que os vê com um colete com o cavalinho dos CTT, trata-se “do carteiro”. É a imagem dos CTT e dos seus trabalhadores que está em causa.
É frequente verificar que às quintas e sextas-feiras nos Centros dos CTT aparecem milhares de correspondências para serem distribuídas pelos CTT. Essas correspondências são as que eram para terem sido distribuídas pelos tarefeiros e subcontratados mas que não o foram e têm que ser distribuídas pelos carteiros dos CTT, com atraso como é evidente, com prejuízos muitas vezes quando se trata de contas para pagar.
É frequente acontecer que os carteiros dos CTT, quando abrem os marcos do correio verificarem que estão cheios de revistas e cartas que deveriam ser entregues pelos trabalhadores subcontratados e tarefeiros.
O plano de reestruturação que a Administração dos CTT está a levar a efeitos prejudica a sustentabilidade dos CTT, piora a qualidade e a universalidade do serviço e abre caminho ao aparecimento e fortalecimento da concorrência.
Para os trabalhadores dos CTT e neste caso particular, os da distribuição, destas alterações resulta:
• Problemas com a população, porque “levam por tabela” por causa do serviço mal feitos pelos tarefeiros e subcontratados;
• Alterações de horários de que resultam a perda de remuneração mensal (subsídios e abonos);
• Diminuição de centenas de postos de trabalho efectivos.


Em muitos dos Centros Distribuição Postal de todo os país os trabalhadores estão a organizar-se para lutar contra esta situação.
Sob a forma de abaixo-assinados, reuniões de trabalhadores, aprovação de resoluções e nalguns casos de greves já efectuadas ou a efectuar, os trabalhadores estão mostrar à Administração dos CTT que não vão assistir “impávidos e serenos” a esta situação.

EH...EH,,,EH. - 2010-02-26
tá e quando o apetite é matar cumo é o meu cáso;obrigado

XicoZe - 2010-02-26
Obrigado Atento mas fiquei na mesma.
Como sou pouco conhecedor destas matérias terei alguma dificuldade em perceber e contava que este forum me esclarecesse.
H+a dias no meu CDP estivemos a discutir o assunto e tamb+em não chegamos a nenhuma conclusão.
O sr. do Sindicato esteve lá falou ... falou -- a gente perguntou coisas simples como algumas das vantagens em termos de carreiras, letras, progressões, aumentos salariais,etc.etc. e encolheu-se.
Se calhar como o AE Rosa foi bem negociado já saberia que não ia haver aumentos.
OK e o resto ?
O que levou algumas pessoas a não assinar o Amarelo ? Terá sido apenas para poupar algum dinheirito ao Estanislau ? Só pode .... e a conclusão a que se chega é que estaria tudo combinado.
Como temos que nos habituar aos esquemas da "Face Oculta", etyc. etc. é apenas mais um.

Se estiver enganado agradecia que me esclarecessem porque a rapaziada dos carros brancos pouco ou nada adiantam.

O meu chefe diz que esta rapaziada Rosa e agora o Amarelo não querem é trabalhar e preferem passear e entreter a malta com plenários e porque não uns dias de greve - dava jeito para uns copitos.

Aguardo que me digam

Será nos CTT ? - 2010-02-25
Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.
Christophe Dejours

Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira “à Beethoven” e olhos risonhos a espreitar por detrás de pequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura.

Claro que no outro extremo da escala, nas condições de injustiça ou de assédio que hoje em dia se vivem por vezes nas empresas, há um tipo de sofrimento no trabalho que conduz ao isolamento, ao desespero, à depressão. No seu último livro, publicado há uns meses em França e intitulado Suicide et Travail: Que Faire? , Dejours aborda especificamente a questão do suicídio no trabalho, que se tornou muito mediática com a vaga de suicídios que se verificou recentemente na France Télécom.

Depois da conferência, o médico e cientista falou com o P2 sobre as causas laborais desses gestos extremos, trágicos e irreversíveis. Mais geralmente, explicou-nos como a destruição pelos gestores dos elos sociais no trabalho nos fragiliza a todos perante a doença mental.

O suicídio ligado ao trabalho é um fenómeno novo?
O que é muito novo é a emergência de suicídios e de tentativas de suicídio no próprio local de trabalho. Apareceu em França há apenas 12, 13 anos. E não só em França – as primeiras investigações foram feitas na Bélgica, nas linhas de montagem de automóveis alemães. É um fenómeno que atinge todos os países ocidentais. O facto de as pessoas irem suicidar-se no local de trabalho tem obviamente um significado. É uma mensagem extremamente brutal, a pior do que se possa imaginar – mas não é uma chantagem, porque essas pessoas não ganham nada com o seu suicídio. É dirigida à comunidade de trabalho, aos colegas, ao chefe, aos subalternos, à empresa. Toda a questão reside em descodificar essa mensagem.

Afecta certas categorias de trabalhadores mais do que outras?
Na minha experiência, há suicídios em todas as categorias – nas linhas de montagem, entre os quadros superiores das telecomunicações, entre os bancários, nos trabalhadores dos serviços, nas actividades industriais, na agricultura.

No passado, não havia suicídios ligados ao trabalho na indústria. Eram os agricultores que se suicidavam por causa do trabalho – os assalariados agrícolas e os pequenos proprietários cuja actividade tinha sido destruída pela concorrência das grandes explorações. Ainda há suicídios no mundo agrícola.

O que é que mudou nas empresas?
A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada “qualidade total”; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário.

A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais – e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho: “O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho.”
Muito rapidamente, as pessoas aprendem a sonegar informação, a fazer circular boatos e, aos poucos, todos os elos que existiam até aí – a atenção aos outros, a consideração, a ajuda mútua – acabam por ser destruídos. As pessoas já não se falam, já não olham umas para as outras. E quando uma delas é vítima de uma injustiça, quando é escolhida como alvo de um assédio, ninguém se mexe…
Mas o assédio no trabalho é novo?
Não, mas a diferença é que, antes, as pessoas não adoeciam. O que mudou não foi o assédio, o que mudou é que as solidariedades desapareceram. Quando alguém era assediado, beneficiava do olhar dos outros, da ajuda dos outros, ou simplesmente do testemunho dos outros. Agora estão sós perante o assediador – é isso que é particularmente difícil de suportar. O mais difícil em tudo isto não é o facto de ser assediado, mas o facto de viver uma traição – a traição dos outros. Descobrimos de repente que as pessoas com quem trabalhamos há anos são cobardes, que se recusam a testemunhar, que nos evitam, que não querem falar connosco. Aí é que se torna difícil sair do poço, sobretudo para os que gostam do seu trabalho, para os mais envolvidos profissionalmente. Muitas vezes, a empresa pediu-lhes sacrifícios importantes, em termos de sobrecarga de trabalho, de ritmo de trabalho, de objectivos a atingir. E até lhes pode ter pedido (o que é algo de relativamente novo) para fazerem coisas que vão contra a sua ética de trabalho, que moralmente desaprovam.

Qual é o perfil das pessoas que são alvo de assédio?
São justamente pessoas que acreditam no seu trabalho, que estão envolvidas e que, quando começam a ser censuradas de forma injusta, são muito vulneráveis. Por outro lado, são frequentemente pessoas muito honestas e algo ingénuas. Portanto, quando lhes pedem coisas que vão contra as regras da profissão, contra a lei e os regulamentos, contra o código do trabalho, recusam-se a fazê-las. Por exemplo, recusam-se a assinar um balanço contabilista manipulado. E em vez de ficarem caladas, dizem-no bem alto. Os colegas não dizem nada, já perceberam há muito tempo como as coisas funcionam na empresa, já há muito que desviaram o olhar. Toda a gente é cúmplice. Mas o tipo empenhado, honesto e algo ingénuo continua a falar. Não devia ter insistido. E como falou à frente de todos, torna-se um alvo. O chefe vai mostrar a todos quão impensável é dizer abertamente coisas que não devem aparecer nos relatórios de actividade.

Um único caso de assédio tem um efeito extremamente potente sobre toda a comunidade de uma empresa. Uma mulher está a ser assediada e vai ser destruída, uma situação de uma total injustiça; ninguém se mexe, mas todos ficam ainda com mais medo do que antes. O medo instala-se. Com um único assédio, consegue-se dominar o colectivo de trabalho todo. Por isso, é importante, ao contrário do que se diz, que o assédio seja bem visível para todos. Há técnicas que são ensinadas, que fazem parte da formação em matéria de assédio, com psicólogos a fazer essa formação.


Xico Maneli - 2010-02-24
O xico Zé tem toda a razão!Amarelo ou rosa ou pintado de outra cor, não vale a pena o Sntct andar a atirar areia para os olhos da malta;é quase a mesma treta;os firmes que acreditaram no seu sindicato, apenas perderam 400 aéreos, ainda não viram as contas acertadas, não receberam o AE, e o Sntct o que faz? A administraçaõ não cumpre e ninguém a aperta? os trabalhadores querem saber coisas e na maior parte dos lopcais de trabalho não aperece ninguém.há locais em que desde novembro de 2008 não aparece ninguém nem nada...

Atento - 2010-02-24
oh Gomes deixe-se de tretas que com o amarelo também recebia as promoções...
Uma promoção garantida após 9 anos dá o quê?
Não me atirem areia para os olhos...
Ri-se quem aderiu ao AE 2008, ganhou os 400 euros, progres~sões e aumentos desde Abril, não fez greves e não perdeu aumentos

Gomes atento - 2010-02-22
penso que existem muitas diferenças, ou seja diferenças significativas, e se falar-mos em dinheiro, é muito bom saber-mos que podemos ainda ganhar duas promoções e isso quer dizer que é uma das coisas onde faz muita diferença, uma coisa é ser promovido só por avaliação e outra coisa é poder ser promovido mais duas vezes sem avaliação e 300 vezes com avaliação.
Espera ai que o pai ja vai e a mãe foi á makro.
E se quiseres saber mais vai um pouco atrás nas intervenções e lá vais ver algumas mais diferenças.

XicoZé - 2010-02-22
Afinal qual a diferença entre o AE Amarelo e o AE Rosa?
Quais são as diferenças que impediu os camaradas de assinar o Amarelo?
O AE Rosa é melhor para quem ?
Alguem pode esclarecer?

Sapato - 2010-02-12
EM FARO ESTOU A VER OS MEUS COLEGAS A TRABALHAREM ATÉ DEPOIS DA HORA SEM SEREM PAGOS, MAS O CHEFE DIZ QUE É MESMO ASSIM ,TEMOS QUE EMAGREÇER UNS PARA ENGORDAR OUTROS , ORDENS DELE E DA EMPRESA DOS MAMOES ISTO NO C.D.P DE FARO ONDE QUEM MANDA DIDA AS ORDENS, OU QUEM BATE FORTE.

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